Brasil e Coreia do Sul firmam acordos estratégicos para o agro
A diplomacia brasileira deu um passo importante para garantir a presença do agronegócio no mercado asiático. Durante visita oficial a Seul, nesta segunda-feira (23), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) formalizou dois memorandos de entendimento com o governo da Coreia do Sul. Os acordos focam em inovação tecnológica, sanidade animal e bioinsumos, pilares centrais para a expansão das exportações da pecuária brasileira.
A agenda inaugura uma fase de "complementaridade econômica" entre os países. Para o pecuarista brasileiro, o movimento é estratégico: a Coreia do Sul é um dos mercados mais exigentes do mundo em termos de segurança alimentar, e a harmonização de normas sanitárias é a chave para abrir portas a novos cortes e produtos de origem animal.

Cooperação Sanitária e Digital
O primeiro memorando estabelece uma estrutura de intercâmbio técnico voltada à agricultura digital e às medidas sanitárias e fitossanitárias (SPS). A criação do Comitê de Cooperação Agrícola Brasil–Coreia permitirá que ambos os países troquem informações técnicas de forma ágil, reduzindo gargalos burocráticos na exportação de commodities e proteínas.
Esta aproximação institucional é vista por especialistas como um caminho para fortalecer a rastreabilidade e a transparência do setor, exigências crescentes nos principais blocos econômicos da Ásia.
Foco em Bioinsumos e Sustentabilidade
O segundo acordo envolve uma coalizão entre Mapa, Anvisa e Ibama com a Administração de Desenvolvimento Rural da Coreia. O foco recai sobre a gestão de bioinsumos e defensivos agrícolas, permitindo o compartilhamento de pesquisas científicas e dados técnicos para o registro e avaliação de novas tecnologias no campo.

Essa cooperação visa acelerar o desenvolvimento de soluções que tornem a produção brasileira ainda mais sustentável, alinhando a eficiência produtiva do Brasil ao capital tecnológico sul-coreano.
O que muda para o produtor?
A parceria estratégica com a Coreia do Sul sinaliza três frentes importantes para o agro nacional:
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